Rondonópolis/MT,

Plagiocefalia - deformidade que atinge os bebês

A Plagiocefalia Posicional é uma assimetria detectada no crânio das crianças que, se não for tratada, pode gerar dificuldades no fechamento da mandíbula e desalinhamento visual. Além disso, todos os casos revelam problemas estéticos, como o desalinhamento das orelhas e olhos, por exemplo, sem falar no achatamento de uma ou mais regiões da cabeça que chama a atenção em maior ou menor grau.
Muita gente não sabe a importância de se alternar a posição do apoio para a cabeça do bebê enquanto ele dorme. Deitá-lo sempre da mesma forma pode provocar uma deformação no crânio, a plagiocefalia posicional.

“Para facilitar o entendimento, imagine-se olhando a cabeça do bebê de cima para baixo. Na plagiocefalia há a nítida impressão de que a cabeça está torta, ou seja, um dos lados fica mais achatado e outro mais proeminente”, explica Dr. Gerd Schreen, especialista em assimetrias cranianas. Pode haver achatamento posterior, anterior, assimetria facial e desalinhamento das orelhas.

A plagiocefalia posicional está associada ao apoio viciado em uma região da cabeça. Dr. Schreen afirma: “Várias condições levam a isso, sendo a mais frequente o torcicolo congênito, que faz com que a criança tenha uma preferência a girar a cabeça para um dos lados”. Outras causas são o posicionamento adotado pela criança ainda no útero da mãe, gestação de gêmeos ou um trabalho de parto prolongado.

A melhor forma de se prevenir a plagiocefalia posicional é alternar o apoio na cabeça da criança, principalmente na hora de dormir. “Esse cuidado deve ser tomado por todos os que cuidam do bebê, sejam pais, avós, babás e outros. Atentar para o formato do crânio e identificar precocemente assimetrias que fogem ao padrão de normalidade ajuda a tomar as providências corretas a tempo de evitar suas consequências”, diz Dr. Gerd Schreen.

O tratamento pode durar entre três e quatro meses. Para fazer a correção do crânio é usado órtese craniana, consiste no uso de um capacete feito sob medida para cada bebê. Este capacete deve ser usado 23 horas por dia, dos quatro aos 14 meses de idade, período em que a criança cresce com maior velocidade.
 
Confira o vídeo bem humorado feito pela mãe de Gregory para acompanhar e comemorar o fim do tratamento com a órtese craniana.
“Durante o tratamento são feitos ajustes quinzenais na clínica. Invariavelmente há uma melhora do formato da cabeça do bebê, trazendo-o para dentro do padrão de normalidade”, diz o especialista. “Os pais sempre ficam muito satisfeitos com o resultado de um esforço conjunto em busca do bem-estar de seu bebê para o resto da vida”, completa.

Fonte: iTodas,Filhos & Cia.