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Rondonópolis/MT,

Euthanasia Coaster: a montanha-russa da morte

Ao entrar nela você só tem uma certeza: a de que não sairá vivo do passeio. Criada pelo designer lituano Julijonas Urbonas, a Euthanasia Coaster seria uma espécie de morte divertida para pacientes terminais que decidissem encerrar a vida. Embora o projeto seja apenas teórico, todos os seus sete loopings foram calculados para garantir que nenhum passageiro sobreviva. Veja como seriam os 3'20" dessa sua última jornada.
Sozinho no carrinho, você tem dois minutos para decidir enquanto é içado ao topo. Aqui é o único ponto de retorno: se desistir desce pela pista de subida. Se não, aperte um botão e aproveite seu último passeio. A queda de 10 segundos é uma espiral que mantém seu coração como eixo enquanto a cadeira gira 360º, provocando arrepios e falta de ar??? A 360 km/h, a sensação é parecida com a de saltar de pára-quedas e o tecido do seu rosto é forçado para baixo, respirar é difícil; o sangue vai para as extremidades e priva o cérebro de oxigênio. Você experimenta várias sensações "se não desmaiar em segundos". A morte por hipóxia, ou falta de oxigênio no cérebro, ocorre entre o 1º ou 2º looping, mas existem sete, no total, para garantir??? O design mantém a pessoa exposta a 10g (dez vezes a gravidade) por quase um minuto. Se estivesse consciente, sentiria 10 vezes o peso do seu corpo. Um sistema monitora os sinais vitais do paciente e confirma a morte.

Um toque de humor negro
No ano passado, Julijonas Urbonas teve uma idéia inusitada para seu doutorado em design na Royall College of Art, em Londres: criar uma montanha russa da morte. Após três meses, o lituano de 29 anos concluiu todos os cálculos e desenhos de sua Euthanasia Coaster.

O que é esse projeto?
É basicamente uma montanha russa que mata o passageiro de forma rápida e elegante. Ela poderia ser vista como uma máquina de eutanásia alternativa, mas também um aparelho de ficção científica com um toque de humor negro. É claro que ela é hipotética; o projeto consiste em cálculos de engenharia e fisiológicos. Ela é real somente na parte científica; poderia ser construída hoje, mas acho que na atual situação cultural e sócio-política nós não estaríamos preparados para algo do tipo.
Julijonas, você aprovaria sua construção?
Sim, se eu tivesse certeza de que os passageiros terminalmente doentes quisessem isso – e que ela não se tornaria uma espécie de máquina nazista da morte. Por outro lado, ela poderia ser levemente modificada para se tornar uma das montanhas-russas mais extremas do mundo.

Você teve a ajuda de especialistas, como médicos?
Eu conversei com o Dr. Michael Gresty, do Imperial College, Londres, para resolver várias questões fisiológicas. Ele ajudou a me familiarizar com medicina espacial e aeroespacial. Ele não acredita em eutanásia – aliás, foi muito difícil encontrar conselhos de pessoas da área, já que é um assunto muito delicado. Na verdade, parece não haver nenhuma referência documentada relatando o que acontece com alguém que passa por uma aceleração tão grande. Consegui achar alguns cientistas que deram seus palpites de quanto tempo e força uma pessoa precisaria para uma dose letal, mas eles pediram que seus nomes não fossem mencionados.

Fonte: Info/Abril