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Rondonópolis/MT,

Seu batom mata coelhinhos? Fabricantes de cosméticos fazem testes cruéis em animais

Mulher nenhuma quer se produzir com base, corretivo, sombra e delineador e, na hora de sair de casa, perceber que os produtos estão provocando um visual de filme de terror, com queimaduras e ferimentos na pele. Por isso, é importante que os cosméticos passem por uma criteriosa avaliação de segurança antes de chegar às prateleiras.

Veja a seguir como são os testes, por que as ONGs pelos direitos dos animais não apoiam a prática e quais marcas são livres de crueldade.


Enquanto algumas empresas se certificam de que as maquiagens, hidratantes e outros produtos não causam danos à saúde usando a tecnologia, outras compram coelhos, ratos, cães, gatos e porcos para testar.

De acordo com a ONG internacional Peta, mais de 100 milhões de animais sofrem em laboratórios que os utilizam como cobaias. 
Foto: Montagem R7/ Reprodução/PETA/UIG/Getty Images


Os testes os expõem ao contato com produtos químicos concentrados por horas e causam ferimentos na pele e nos olhos, de acordo com a veterinária e presidente da ONG Projeto Esperança Animal.

— Quando o produto é testado no olho, a cabeça do animal fica fixada a uma grade e os olhos são presos com clips. Os produtos aplicados não são diluídos, o que potencializa as reações
Foto: Montagem R7/ Reprodução/PETA/Toronto Star/Getty Images


Gabriela afirma que um dos testes comuns, o DL50, calcula quantos animais morrem quando expostos à substância comercializada. Para chegar ao resultado, é preciso colocar cem da mesma espécie em contato com o produto e observar quantos morrem.

Gabriela é contra os testes não só pela crueldade com os animais, mas por não confiar nos resultados.

— O fato de um porco não ter alergia a um xampu não significa que um ser humano também não vai ter
Foto: Montagem R7/ Reprodução/PETA/ Bloomberg/Getty Images


Os testes, segundo a ONG, continuam acontecendo em algumas empresas porque há interesses por trás da questão.

— É mais barato, mais cômodo e tem muito dinheiro envolvido, de fornecedores de animais, gaiolas e ração.
Foto: Montagem R7/ Reprodução/PETA/ Bloomberg/Getty Images


Além disso, Gabriela reconhece que desenvolver novos métodos de testes envolve dinheiro e tempo das empresas. A solução, de acordo com as ONGs de defesa dos animais, como Pea e Peta, é deixar de consumir produtos testados em animais e comunicar às empresas o motivo do boicote.

— Se os fabricantes deixarem de lucrar, vão se interessar pela mudança.
Foto: Montagem R7/ Reprodução/PETA/ Bloomberg/Getty Images


No Brasil, as empresas não são obrigadas a informar o consumidor sobre a prática de testes. Há um projeto de lei de 2011 que pretende obrigar cada fabricante a descrever na embalagem o uso de animais nos laboratórios, mas ele ainda aguarda parecer na Comissão de Defesa do Consumidor.

Para facilitar o consumo consciente, as ONGs Peta e Pea disponibilizam listas de marcas que garantem não usar animais nos testes
Foto: Montagem R7/ Reprodução/CNN/ UIG/Getty Images


Gabriela explica que as empresas brasileiras são abordadas por e-mail e as interessadas preenchem um formulário atestando que não utilizam cobaias vivas.

— Se a empresa mentir estará cometendo um crime contra o consumidor. Acredito que não mintam, e as que testam deixam de enviar o formulário.

A veterinária afirma que consumir produtos apenas das marcas que não praticam a vivissecção não é difícil.

— É muito mais fácil fazer compras assim, porque não preciso olhar todas as prateleiras até escolher um xampu. Vou direto nas marcas certas.

O Boticário, VitaDerm, Yamá, Davene e Vult são algumas das marcas que garantem que não testam em animais. Veja a lista completa do Pea.

Foto: Montagem R7/ Reprodução/CNN/ UIG/Getty Images

Fonte: R7 Texto e apuração: Nathalia Ilovatte