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Rondonópolis/MT,

Excalibur, o livro maldito que enlouquece o leitor

Livros malditos costumam ser considerados uma coisa do passado remoto. Mas semelhantes textos podem ter sido escritos recentemente ou até hoje em dia. Reza a lenda que uma embarcação magnífica, guardada por uma tripulação armada até os dentes, sulca as águas de mares e oceanos, em constante movimento.
No cofre deste iate estaria guardado um livro considerado bastante perigoso, chamado “Excalibur”, porque teria o poder de fazer com que todo ser humano perca o juízo.


Este livro misterioso é obra do norte-americano Ron Hubbard, que inventou um sistema de auto-ajuda chamado dianética e a cientologia, mais conhecida como a seita ou religião das celebridades.
Hubbard foi acusado de ter mantido relações com o diabo e com as forças do além, e de contatar entes vindos dos outros mundos. Afirma-se que todos os seus conhecimentos secretos e aptidões excepcionais estão descritos no livro “Excalibur”.

Este livro é tema de várias lendas mas ninguém sabe se ele realmente existe. É possível que o seu nome esteja ligado à espada do rei Artur, a que se atribuem frequentemente propriedades mágicas e místicas.
Hubbard conquistou uma popularidade excepcional com os seus romances no gênero ficção científica. As suas melhores obras foram escritas antes da Segunda Guerra Mundial. Eram romances de aventuras, romances líricos e policiais, suspense, westerns e roteiros para o estúdio de cinema Columbia Pictures.

Mas depois tudo mudou bruscamente. Após a guerra, Hubbard criou a dianética – uma espécie da psicanálise, inventada para subordinar o psiquismo dos estadunidenses.
Ele incutia nos seus adeptos a ideia de que o inconsciente é uma parte desnecessária do psiquismo humano, responsável pela realização de ações incorretas.

Mas a pessoa que se livra do inconsciente com ajuda de certos exercícios, torna-se “pura”. E depois de se livrar de diversos complexos, ela deve ser “germe” de um novo ser, próximo do super-homem.
Inicialmente Hubbard testou os seus métodos na sua própria mulher. Depois de se tornar “pura”, sua cobaia exigiu e obteve o divórcio.

A seguir começou a incutir as suas ideias num dos seus amigos. O camarada, depois de se tornar “puro”, matou a esposa e suicidou-se.

Mas apesar destes exemplos atemorizantes, a dianética alcançou uma grande popularidade. Em 1955 já milhares de norte-americanos se convertiam em simpatizantes da coisa.

Aproveitando o embalo, Hubbard inventou uma nova ciência “perfeita” – a cientologia.
Revelava, em particular, aos seus adeptos as suas existências anteriores, relacionadas a uma grande civilização galáctica, afirmando que a humanidade não passava de uma “colônia”.


O livro “Excalibur” tornou-se precisamente a quintessência da nova doutrina. Ao contrário dos demais textos relativos a teorias religiosas, o “Excalibur” jamais foi publicado e é mantido em sigilo.
Por incrível que pareça, ele influencia a razão dos adeptos da doutrina, da mesma maneira que o fez anteriormente a dianética. E todos os amigos do autor, que leram a obra, enlouqueceram e nenhuma clínica pôde ajudá-los.

É desconhecida não somente a informação contida no livro: não se sabe a causa real da demência das pessoas que o leram. Será que elas enlouqueceram somente por causa do livro ou submeteram certas experiências a si próprias?

São várias as lendas que correm sobre o “Excalibur” mas ninguém sabe se ele existe na realidade. Não se conseguiu até agora encontrar o depoimento de alguém que admitisse ter segurado realmente o tal livro nas mãos.

Quanto à difusão da cientologia, que se tornou uma espécie de movimento religioso, deve-se muito em parte à presença em suas hostes de uma legião de celebridades, entre elas Tom Cruise, Nicole Kidman, Will Smith e John Travolta.

A seita provocou uma grande preocupação no mundo. Muitos países consideram esta doutrina como sectarismo perigoso, chegando a vedar a sua prática.

Os partidários da cientologia são acusados de manipularem a consciência humana, de tentativas de subordinar os adeptos da nova religião ao seu controle, de governar suas ações à distância e, de um modo geral, da aspiração de estabelecer o seu domínio sobre o mundo.


Ultimamente, ela também vem sendo acusada de se associar a poderosos grupos financeiros conservadores para estimular protestos e a derrubada de governos democráticos pelo mundo afora…

Fonte: Voz da Rússia por Anna Fedorova, Materiaincognita por Paulo Maurício Machado