Rondonópolis/MT,

Álcool: a destruição líquida e certa da vida – parte 2


CAUSAS DO ALCOOLISMO

            As pessoas em geral relacionam o alcoolismo apenas àqueles que bebem compulsivamente todos os dias, mas há aqueles que dizem beber “socialmente” mas já são vítimas do alcoolismo.
A principal característica do alcoolismo é que está associado a uma sucessão de perdas. O desejo incontrolável da bebida e a incapacidade de estabelecer um limite comprometem os relacionamentos profissionais, familiares e as amizades.
              O alcoólatra perde o controle sobre sua vontade, depois o respeito pelos outros, a memória, o raciocínio abstrato, a capacidade de concentração, o trabalho e a família.
              Os alcoólatras arrumam os mais diversos pretextos para o primeiro gole, depois para o segundo e assim por diante, como ressentimento, ciúme, cansaço, etc. Alegam que bebem para esquecer ou para adquirir coragem para expressar sentimentos que não conseguem quando estão sóbrios.
            Embora todas as causas do alcoolismo ainda não tenham sido descobertas, acredita-se, acredita-se que um dos fatores seja a hereditariedade, ou seja, os filhos de pais alcoólatras têm mais probabilidade de sofrer da doença. Evidentemente é preciso prestar atenção às causas da dependência física ao álcool e também levar em conta as necessidades psicológicas que levam uma pessoa a refugiar-se nesta droga.

Na maioria das vezes, o alcoolismo é adquirido durante a adolescência, época que se busca aprovação, status e maior segurança, como uma forma de defesa para sentir-se aceito pelo seu grupo social. Em sua maioria, embora nem todos levem o vício, os adolescentes começam a beber para se sentirem mais seguros ou engraçados entre os amigos, e estarem integrados com seu grupo.

O alcoólatra julga usar o álcool para resolver seus problemas, sem se dar conta de que multiplica seus desconfortos físicos e emocionais e passa a depender do álcool para tudo, “até para esquecer que é dependente”. Usado muitas vezes inconscientemente para fugir de uma realidade. De um aliado na crise, transforma-se em doença do dependente.

Os estudos familiares mostraram que a participação genética é inegável, mas apenas parcial, os demais fatores que levam ao desenvolvimento do alcoolismo não estão suficientemente claros.

O estresse não determina o alcoolismo, mas estudos mostraram que pessoas submetidas a situações estressantes para as quais não encontra alternativa, tornam-se mais freqüentemente alcoólatras. O álcool possui efeito relaxante e tranqüilizante semelhante ao dos ansiolíticos. O problema é que o álcool tem muito mais efeitos colaterais que estes.