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Rondonópolis/MT,

Ensino Técnico ou Superior? Eis a questão

O estudo, assim como a vida profissional e pessoal, é pontuado por escolhas. E o aluno, de tempos em tempos, tem que parar para refletir. Durante essas pausas, as mais variadas dúvidas surgem entre elas a escolha da melhor forma de especialização. De um lado, os cursos técnicos. Do outro, a faculdade. O indeciso fica dividido diante da opinião da família, dos amigos, professores, vizinhos... Não falta quem queira dar uma sugestão. O importante, nessas horas, é perguntar a um especialista, alguém que entenda de verdade do assunto.
 
Um curso técnico geralmente é um curso de menor duração, em alguns casos mais focados em um tema, por exemplo, redes, desenvolvimento em Java, etc.  Além dos cursos técnicos, que não tem reconhecimento como uma formação de nível superior, existem também os cursos superiores de graduação em tecnologia, que em relação aos bacharelados, são normalmente mais rápidos e mais focados. A definição do MEC para um curso desse tipo é:
 
“É um curso de graduação, que abrange métodos e teorias orientadas a investigações, avaliações e aperfeiçoamentos tecnológicos com foco nas aplicações dos conhecimentos a processos, produtos e serviços.
 
Desenvolve competências profissionais, fundamentadas na ciência, na tecnologia, na cultura e na ética, com vistas ao desempenho profissional responsável, consciente, criativo e crítico.
 
Como todo curso de nível superior, o curso dessa natureza é aberto a candidatos que tenham concluído o ensino médio, ou equivalente, e que tenham sido classificados em processo seletivo.
 
Os graduados nos CST (Curso Superior em Tecnologia) denominam-se Tecnólogos e são profissionais de nível superior com formação para a produção e a inovação científico-tecnológica e para a gestão de processos de produção de bens e serviços. Em (www.mec.gov.br) outubro de 2006″
 
Já um curso de bacharelado, normalmente da menos ênfase a prática e se prende a teoria, explorando conceitos e tecnologias com um “olhar mais científico”. Normalmente tais cursos têm maior duração e tem conteúdo mais abrangente, pois a idéia dos mesmos é formar alunos com uma ótima base científica para que estes possam partir para um mestrado, doutorado, etc.
 
Isto é, a diferença reside no nível de qualificação e aprofundamento teórico. E o que o aluno deve considerar antes de escolher entre curso técnico e curso superior? - questionam-se ainda os indecisos. Essa escolha não é uma necessidade, a princípio. Hoje, podemos observar uma grande demanda por profissionais de nível médio em diversos eixos tecnológicos. O fenômeno foi provocado pela conjunção entre crescimento econômico e baixo investimento em educação profissional de nível médio nos últimos 30 anos.

Atualmente, os locais onde existem os maiores investimentos econômicos estão sofrendo com a baixíssima oferta de técnicos de nível médio.
 
Abaixo você confere as vantagens de cada modalidade:
 
CURSOS TÉCNICOS

* Ideal para quem busca uma colocação rápida no mercado de trabalho.
* Cerca de 85% dos alunos que passam pelo SENAI são contratados.
* A média salarial deles é de R$ 1.500, mas pode chegar a R$ 2.500.
* Os cursos têm curta duração: dois anos, e custam, em média, R$ 300 mensais. Mas há alguns que são gratuitos, onde são firmadas parcerias com empresas.
* Os cursos com maior demanda são na área da construção civil, metalmecânica, elétrica, automação e logística.
 
CURSO SUPERIOR
 
* Permite cargos de chefia.
* Os salários são maiores, principalmente em caso de alguns concursos públicos.
* O diploma de nível superior dá mais força ao currículo.
* Ajuda nas seleções onde é necessária a prova de títulos.
* É possível fazer o curso de tecnólogo, que é superior, mas que dura só dois anos e permite fazer uma pós-graduação depois, ao contrário do técnico.
 
É importantíssimo lembrar que se uma pessoa faz algo técnico, não quer dizer que ela não possa seguir carreira científica, muito menos dizer que uma pessoa que faz algo mais “científico”, não possa trabalhar no mercado corporativo!
 
Não podemos e não devemos falar jamais que uma pessoa que fez um curso técnico está mais bem preparada para o mercado, ou ainda que uma pessoa que fez um bacharelado terá uma melhor base teórica que alguém que fez um curso de tecnologia. Cada pessoa constrói sua própria bagagem!
 
No momento da escolha é necessário avaliar quais são as áreas de interesse, o que se espera da vida profissional e lembrar que um curso não exclui o outro. Muitos profissionais com nível técnico buscam no curso superior uma forma de obter uma formação complementar. Então, faça sua escolha, mas saiba: nunca é tarde para mudar!
 
Fonte:Conexão aluno,Folha Vitória,Jmmwrite-simples e direto,Sucesso news