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Aprenda a administrar seu dinheiro. O assunto parece chato? Ele é. Mas só até você se aposentar com uma bolada no banco. A partir daí é só diversão...
“Quem cuida bem sempre tem.” Essa máxima deve ser levada ao pé da letra quando se trata de dinheiro – independentemente da quantia em questão. A razão é simples. As mesmas regras que funcionam para fechar negócios bilionários podem ajudar você a construir uma aposentadoria bem confortável. Quem tem dinheiro no banco, em ações ou debaixo do colchão tem porque adotou algumas regras. E essas regras podem definir a diferença entre viver em uma cobertura ou em um abrigo. Em um mundo perfeito, esses hábitos devem ser adotados aos 20 anos de idade e mantidos até o fim da vida – quando, espera-se, você estiver rico. A boa notícia é que, mesmo começando na casa dos 30 ou 40, você também pode se aposentar com estilo. O único ponto é que você terá de seguir as regras com um pouco mais de vigor. Nas páginas a seguir, você descobre alguns princípios financeiros importantes – e decisivos. Faça deles um hábito e descanse sabendo que seu dinheiro não irá acabar antes de você.

Ganhe o que você merece. Você quer um bom salário e pode até merecê-lo. Siga estas regras e ele será seu.

Para iniciantes, insista em uma vida decente.
Primeiro, defina o que é decente. Uma renda bacana para alguém que mora no interior de Goiás decerto não tem o mesmo poder em São Paulo. Na vida real, “decente” é uma soma que paga a hipoteca ou o aluguel de uma casa, a gasolina de um carro que não seja uma lata velha, refeições na rua e ocasionalmente umas férias. Ah, sim, esse valor ainda inclui 10%, que serão guardados para a aposentadoria, a universidade dos filhos ou uma eventual emergência. Lembre-se: ao conseguir uma vida decente, ganhar mais dinheiro não irá deixá-lo mais feliz. Mas ganhar menos irá deixá-lo muito infeliz.

Saiba seu verdadeiro valor.
Você ganha um salário adequado ao que você vale para a empresa? Se estiver recebendo menos, você está perdendo dinheiro todos os dias em que não pede aumento. Se recebe mais, você está pronto para ser demitido e, portanto, deve atualizar seus conhecimentos profissionais ou melhorar a produtividade. Uma boa maneira para se situar é pesquisar no concorrente o que uma pessoa com suas aptidões receberia.

Estimule a competição por você.
Se você está no mesmo emprego há tempos, há grandes chances de estar com o salário defasado. Com a crise financeira de 2009, o cenário ficou bem cruel para quem esperava receber um aumento. E quem exatamente foi promovido? O cara que abandonou o barco. Uma outra empresa reconheceu seu valor. Mas veja: essa tática funciona melhor se sua última avaliação de desempenho tiver sido brilhante e se mudar de emprego for algo que você esteja disposto a fazer.

Use a frase: “Esse é o melhor valor?”.
Você está ao telefone com a empresa de TV a cabo ou no mecânico para trocar o óleo. Não bata o martelo até perguntar: “Esse é o melhor valor?”. Assim você deixa claro que sabe que existe uma flexibilidade na negociação e está disposto a fazer um acordo.

Ao procurar emprego, saiba a hora de parar.
Quando uma oportunidade parecer bacana, pegue-a. Pesquisadores da Universidade Columbia e da Faculdade Swarthmore, ambas nos Estados Unidos, avaliaram um grupo de formandos e descobriram que aqueles que procuravam por uma colocação perfeita geralmente encontravam salários 20% mais altos. Porém, eles não gostavam dos empregos.
Esse resultado faz sentido: se você procurar pela melhor oportunidade do mundo, a que conseguir nunca estará à altura. Já os alunos que não foram tão exigentes ficaram felizes com suas colocações. A mesma coisa se aplica a uma compra. Passe dias procurando a melhor TV e você ficará em dúvida sobre sua escolha. Mas se encontrar, em poucas horas, uma adequada às suas necessidades e que tenha um preço decente, você irá amá-la. Planejamento é a alma do negócio
Uma casa, uma casa melhor, os filhos, a educação dos filhos, o casamento dos filhos, seus dias de descanso, o legado que você deixa… Enfim, a vida é cara. Veja como bancá-la.

Pague suas economias primeiro.
Ao receber, economize de cara de 10% a 15% de seu salário bruto. Se não conseguir guardar tanto, faça da economia um hábito mesmo com centavos. Ao ver a grana se acumulando, você ficará animado para economizar ainda mais.

Você controla quanto e quando poupa.
Vamos supor que você invista 250 reais por mês a partir dos 25 anos, a 6% de juros ao ano. Aos 60, você terá acumulado quase 360 mil reais. Agora, suponha que você espere até os 35, mas que economize 20% a mais (300 reais por mês) e receba 50% a mais de juros (9%). Você terá cerca de 340 mil reais. A lição: maximize as economias agora mesmo!

É mais fácil economizar quando há um objetivo.
Esperar pelo amanhã não traz muita alegria. É por isso que a maioria das pessoas tem dificuldade em economizar. Tudo fica mais fácil quando você define uma meta, como a casa na praia que vai curtir em breve.

Estabeleça um parâmetro que consiga manter.
Outra razão pela qual as pessoas não conseguem economizar: elas criam metas ambiciosas demais. Não tenha o objetivo de economizar 5 mil reais por ano. Cem reais por semana bastam. E o resultado é igual.

Saiba quanto vale o seu tempo.
Procurar o melhor preço é uma estratégia inteligente. Mas nem sempre deve ser levada ao pé da letra. Veja se para chegar ao supermercado mais barato você passa uma hora no trânsito, essa economia não é uma recompensa certeira. Avalie quanto tempo tem disponível e quanto vai poupar na empreitada. Comprar ao lado de casa pode ser mais econômico. Gaste menos do que ganha a ressaca de fechar a conta no negativo é terrível. Viva sem essa dor de cabeça:

Dinheiro vivo é a melhor coisa.
Você gasta mais quando paga com cartão de crédito do que com cartão de débito, mais com cartão de débito do que com dinheiro e mais ainda quando usa notas pequenas. Por quê? É psicologicamente mais difícil abrir mão de valores grandes. Portanto, coloque umas notas de 100 reais no bolso e esqueça o assunto.

Dívida boa pode.
Algumas dívidas são necessárias. Elas colocam um teto sobre sua cabeça, rodas sob seus pés e um diploma na sua parede. Mas o buraco entre a dívida boa e a ruim é grande o suficiente para passar sua nova geladeira – porque você precisará de uma nova se a velha parar de funcionar. Neste caso, use as economias de emergência para comprá-la e alimente o cofre na sequência. Uma dívida aqui seria ruim.

Toda dívida é cara.
Quando você contrai uma dívida, mesmo sem juros, você compromete sua renda futura. O que você poderia ter feito com aqueles 500 reais mensais que gastou no carro? Em um mês, não muito. Mas e em 60 meses?

Compre com lista.
Antes de assinar o cheque por algo que não está na lista, pergunte-se: Por que está fazendo isso? Está de mau humor? Brigou com a namorada? Entender a motivação pode ajudá-lo a desistir da compra. Invista o que não gastar Parabéns! Você tem um bom salário e sabe cuidar do seu dinheiro. Agora é sua vez de ter um retorno

Faça um portfólio sem riscos.
Se você decidiu fazer um investimento, a primeira regra é diversificar e tentar obter uma receita de fontes variadas para não correr o risco de ver seu patrimônio entrar pelo ralo. Ou seja, não coloque todos os ovos na mesma cesta. A segunda regra é sempre administrar seus recursos. Isso significa que uma decisão tomada no ano passado não necessariamente vale para hoje ou para o ano que vem. Avalie periodicamente seus investimentos.

Pense no futuro distante.
Se você deseja curtir a terceira idade sem se preocupar com cheque especial, juros de cartão de crédito ou contas atrasadas, contar só com a Previdência Social talvez não seja a melhor idéia. Para garantir um futuro mais confortável, o ideal é planejar a aposentadoria privada desde cedo, aos 20 ou 30 anos de idade. Porém, nunca é tarde para começar. E, sempre que tiver um aumento salarial, reajuste o valor da sua contribuição. Teoricamente, ao ganhar mais sua reserva para o futuro pode ser maior.

Perceba que você não sabe investir.
É biologia. Uma parte do nosso cérebro teme perder dinheiro mais do que gosta de ganhá-lo. Por isso, você tende a fazer investimentos conservadores e se manter neles. O resultado disso pode ser uma perda de dinheiro intermitente. A solução? Estude o que pode aumentar sua rentabilidade sempre. Agora ainda não é a hora de descansar.

Não há ajuda financeira para a aposentadoria.
Em condições ideais, seu salário financiaria sua aposentaria e a universidade dos seus filhos. Porém, a maioria dos salários dos pais não cobre tanto. Ajude seus filhos o máximo que puder, mas não em detrimento de sua própria aposentadoria. Ao contrário, você acabará morando com eles. Proteja-se das catástrofes Elas estão por toda parte. Então, não seja pego de surpresa

SE NÃO PUDER BANCAR A SUBSTITUIÇÃO DE UM BEM, FAÇA UM SEGURO.
Da mesma forma, se há pessoas dependendo de sua renda – e elas não terão como substituí-la quando você morrer -, compre um seguro vitalício. Já os solteiros sem filhos geralmente não precisam de seguro de vida.

CORAÇÃO VAI PARAR OU O TUMOR VAI CRESCER.
Pense na última pessoa que você conhece que morreu de câncer ou ataque cardíaco. Não é difícil chegar a um exemplo, certo? E a cada ano haverá mais e mais vítimas. É por isso que ter um plano de saúde é tão fundamental. Para não pagar mensalidades extorsivas, faça o seu o quanto antes. Com a idade, as tarifas sobem assustadoramente.

VOCÊ MORRERÁ, MAS SEU DINHEIRO NÃO.
Em nome de quem o ama, deixe sua vida em ordem antes de morrer. A legislação no Brasil define como será a distribuição de seu patrimônio após sua morte. Caso queira fazer algo diferente, deixe um testamento. Você pode determinar quem ficará com seus negócios e, se aplicável, com a custódia dos filhos. E torça para que até lá você tenha incutido valores financeiros em seus herdeiros.

Fonte: Men´s Health