Encontre no EC

Rondonópolis/MT,

O asteroide Apophis irá colidir com a terra, em 2036?


O asteroide mortal que vem sendo chamado de Apophis - em homenagem ao demônio egípcio da destruição e da escuridão - passou com segurança pela Terra no dia 10/01/2013, a mais de 14,5 milhões de quilômetros do nosso planeta natal. Mas na próxima passagem não teremos tanta sorte. No dia 13 de abril de 2029, o Apophis vai passar tão perto que poderá destruir satélites em órbita.

O observatório Herschel, da Agência Espacial Europeia, conseguiu novas imagens do asteroide e os novos dados são conclusivos.

Primeiro, ele é muito maior do que estimava a NASA. De acordo com as imagens, esta besta rochosa tem diâmetro de 325 metros, com uma margem de erro de aproximadamente 15 metros. Segundo o líder da equipe de pesquisas Thomas Müller, do Instituto de Física Extraterreste Max Planck em Garching, na Alemanha, “o aumento de 20% no diâmetro, de 270 para 323m, se traduz em um crescimento de 75% das nossas estimativas do volume e massa do asteroide.”

Isso significa que se ele atingir a Terra, o poder de destruição será muito mais do que os cientistas inicialmente esperavam. Baseada em dados anteriores, a NASA estimava que um impacto de 510 megatons para o Apophis. Isso é mais de duas vezes a energia liberada pela erupção do Krakatoa em 1883, um evento que mudou o clima da Terra por cinco anos.

Por enquanto os cientistas ainda não divulgaram uma nova estimativa, mas o aumento de 75% na massa pode aumentar o poder para algo perto de 880 megatons – cerca de 17 Tsars, a maior bomba nuclear já criada.

A boa notícia (!) é que o Apophis ainda é pequeno o suficiente para não matar todos nós, mas ele pode atrapalhar a vida no planeta por algumas décadas. Em comparação, o asteroide Chicxulub liberou cerca de 100.000.000 megatons quando iniciou o evento de extinção em massa que supostamente acabou com os dinossauros.

A passagem de 2029

Em 2029 nós estaremos seguros da ameaça do Apophis também. O asteroide não vai atingir a Terra, dizem astrônomos, mas vai “passar a 36.000 quilômetros da superfície da Terra, mais perto até que órbitas de satélites geoestacionários.”

Isso significa que, enquanto nosso pequeno planeta azul seria poupado, nossa constelação altamente populosa de satélites pode sofrer algumas consequências. Seria ruim se acontecesse, mas não tão ruim quanto à estimativa inicial da NASA de 2,7% de possibilidade de impacto.

Ninguém sabe exatamente se uma colisão com satélite pode acontecer. O espaço é enorme, mas existem muitos satélites por lá. Não é loucura pensar que alguns deles possam ser destruídos enquanto assistimos Apophis marchar na nossa noite estrelada.

A trajetória do Apophis em 2029

O que pode acontecer em 2036

Cientistas não podem dizer o que vai acontecer na passagem seguinte, em 2036. De acordo com análises recentes, existe uma chance de 1 em 250.000 de impacto. É extremamente baixa, mas ainda assim maior do que a possibilidade de ser atingido por um raio.

Acompanhamento

10.jan.2013 - O observatório Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), captou o asteroide Apophis durante a aproximação com a Terra - as imagens coloridas distinguem os registros feitos em três comprimentos de ondas. Os astrônomos estão acompanhando a sua trajetória, pois há um pequeno risco de o Apophis colidir com a Terra em 2036

Os astrônomos seguiram o asteroide Apophis conforme ele fez um sobrevoo distante da Terra a uma distância de cerca de 15 milhões de quilômetros na última quinta-feira, 10

“As chances de impacto como estão agora são menos de uma em um milhão, o que nos deixa confortáveis em dizer que podemos efetivamente descartar um impacto com a Terra em 2036, disse Don Yeomans, gerente do escritório de Objetos Próximos a Terra da NASA”.

“O nosso interesse no asteroide Apophis será essencialmente científico”, disse Yeomans.
E o estudo de objetos próximos a Terra está mais badalado do nunca. O escritório de Yeomans estará ocupado muito mais cedo que 2029: uma aproximação de asteroide é esperada para mês que vem.

“Uma maior aproximação de um asteroide menos conhecido vai ocorrer no meio do próximo mês, quando um asteroide de 40 metros de tamanho, 2012 DA14, voará pela superfície da Terra de forma segura a cerca de 27.680 quilômetros”, disse Yeomans. “Com novos telescópios, a atualização de telescópios existentes e o aprimoramento contínuo do nosso processo de determinação orbital, nunca há um momento de tédio trabalhando em objetos próximos da Terra”.

Astrônomos da NASA usam regularmente telescópios na Terra e no espaço para procurar por quaisquer asteroides que possam representar uma ameaça de impacto para a Terra.

Agências se preparam para desviar asteroide em rota de colisão com a Terra

A comunidade científica da Agência Especial Europeia anunciou que trabalha em uma missão de "ensaio" para testar a possibilidade de se alterar o curso de um asteroide no espaço. Porém, não há motivos para pânico. Não há indícios de nenhum cometa em rota de colisão mortal com o nosso planeta.

Diferente da obra hollywoodiana de Michael Bay, a missão real para evitar um possível "Armagedom" do futuro vai se chamar Don Quixote e vai ser composta de dois satélites especiais. Um deles vai ser responsável por se chocar com o asteroide em alta velocidade, o outro ficará na retaguarda analisando os efeitos, além de confirmar se o curso do asteroide mudou ou não.

A Agencia Espacial Europeia planeja fazer o lançamento dos dois satélites em 2015.

IMPACTO DE UM ASTEROIDE (SIMULAÇÃO)

Fonte: Gizmodo, 21 de dezembro de 2012, LiveScience, Space, USAToday, Insonia