Rondonópolis/MT,

O guia da camisinha


A temporada de calor e pegação está a toda! Por isso, separamos grandes dicas sobre o uso, modelos e cuidados com os preservativos. O que há de novo (material antialérgico e outras manhas) e de velho (sua teimosia) no uso da melhor amiga do seu amigão. Amada ou odiada, comum ou extravagante – não importa: ela confere majestade ao Rei Pênis. Protege contra um punhado de doenças e evita um filhote fora de hora. Não adianta, portanto, falar que o sexo com camisinha fica sem graça (71% dos nossos leitores dizem que transar “encapado” diminui a sensibilidade)”.

Proteger o bichão é imperativo. No Brasil, milhões de homens já se deram conta disso e atualmente somos um dos campeões mundiais no uso de preservativos. Só no ano passado, quase 2 bilhões de unidades estiveram em circulação no país, somando as vendas no mercado e a quantidade distribuída pelo governo gratuitamente.

Vamos, então, continuar na liderança. As “capas” protetoras – hoje disponíveis em diversos tamanhos, formatos e texturas – são a peça mais importante de seu vestuário sexual. Se você souber usá-las e tiver criatividade, jamais elas deixarão você de cabeça baixa. Pelo contrário, a diversão estará garantida!

QUAL É A SUA?
Escolha a camisinha adequada a seu pênis e à ocasião e mande bem no sexo

ELA AGRADECE

LUBRIFICADA (PADRÃO)
Tradicional, é a mais vendida. Ideal para quem não gosta de arriscar. Tem óleo de silicone, o que facilita a penetração. Pode ser encontrada na versão com lubrificante extra, indicada para sexo anal.
PALAVRA DA ESPECIALISTA
 “É um modelo sem ‘frescuras’, e por isso acaba sendo bastante segura. Porém, muitos homens reclamam que ela diminui a sensibilidade do pênis, já que não é tão fi ninha”, diz a educadora sexual Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan, de São Paulo.

COM TEXTURA
Possui relevos, ondulações e bolinhas na ponta ou na lateral. Essas saliências, em contato com a região genital, prometem dar um up nas sensações de prazer.
PALAVRA DA ESPECIALISTA
“Algumas mulheres dizem que esse tipo faz com que o pênis pareça maior. Outras afirmam que incomoda. É preciso experimentar para saber”, diz Jaqueline Brendler, diretora da Associação Mundial de Saúde Sexual.

COM ESPERMICIDA
Graças a uma substância (o agente espermicida Nonoxinol 9) que aniquila os espermatozoides, pode ajudar a aliviar sua barra se a camisinha estourar durante o sexo.
PALAVRA DA ESPECIALISTA
“Quem quer evitar uma gravidez deve combinar o uso de contraceptivos como DIU e pílulas com esse preservativo. Sozinho, ele não garante total proteção”, ressalta Maria Helena.

O CONFORTO AGRADECE

TAMANHO GG
Tem sido usada até por quem não é lá tão dotado assim. A explicação é simples: esse tipo de preservativo aperta menos. Suas dimensões são maiores na ponta (onde fica a cabeça do pênis), no comprimento e na base.
PALAVRA DO ESPECIALISTA
“Quem tem o pênis grande sentia muito desconforto ao usar preservativos. Hoje não há desculpa. O curioso é que pacientes mais ‘normais’ também aprovam o modelo”, conta o urologista Jayme Medeiros, do Paraná.

PARA ADOLESCENTES
Suas dimensões são menores: 49 milímetros de largura nominal e 160 de comprimento – o padrão das camisinhas “adultas” é de 52 e 186 milímetros.
PALAVRA DA ESPECIALISTA
“Serve de estímulo para que os pais conversem com seus filhos sobre a importância de se proteger”, diz Maria Helena Vilela.



SEU PINTO AGRADECE

COM EFEITO RETARDANTE
Diminuir a sensibilidade, a ponto de quase anestesiar o pênis: é o que ela promete. Recebe 4,5% de benzocaína (um anestésico local que, nesse caso, tem a função de adiar o orgasmo masculino) em sua composição.
PALAVRA DO ESPECIALISTA
“Pode ajudar quem acha que goza rápido demais, mas difi cilmente vai melhorar a vida de quem realmente tem ejaculação precoce”, adverte Medeiros.

ULTRASSENSÍVEL
Se você vive a proclamar que camisinha tira a sensibilidade do pênis, aqui está um modelo para enfraquecer seu discurso. A ultrassensível tem em média 0,06 milímetros de espessura (metade da dos modelos tradicionais).
PALAVRA DA ESPECIALISTA
“Realmente melhora a sensibilidade. Mas pode furar com mais facilidade. É preciso fi car atento ao usá-la”, alerta Maria Helena.

ANTIALÉRGICA
São dois tipos: a que não recebe óleo de silicone em sua composição – por ser mais seca, sofre maior risco de rompimento; e a feita de poliuretano (um material mais fino e que geralmente não irrita a pele) – indicada para quem tem alergia a látex.
PALAVRA DO ESPECIALISTA
“A forma mais comum de alergia nesses casos é a dermatite de contato, a famosa coceira. Mas algumas pessoas podem sofrer até choque anafilático”, diz o alergologista Manoel Barros, de São Paulo.

OS SENTIDOS AGRADECEM

AROMATIZADA
Encontrada nas versões morango, maracujá, uva, banana, menta e chocolate, entre outras. Ótima pedida para quem quer dar uma apimentada na relação. Por quê? Sua parceira vai querer saber qual é o gosto dela…
PALAVRA DA ESPECIALISTA
“É tão resistente quanto qualquer modelo tradicional. Não há problema nenhum em usá-la para penetração: o aroma não atrapalha em nada”, explica Jaqueline Brendler.

HOT
Tem gel com agentes umectantes (tanto na parte interna quanto na externa) que provocam sensação de calor no pênis e na vagina. Isso aumenta com a evolução rítmica do ato sexual.
PALAVRA DA ESPECIALISTA
“Tipos como esses apimentam a rotina do casal”, diz Vesper Trabulsi, diretora de marketing da Hypermarcas, fabricante dos preservativos Jontex, Olla e Lovetex.

EXÓTICAS
Algumas são multicoloridas. Outras brilham no escuro. A sonora vem com um minúsculo chip de cartões musicais e com um alto falante instalado na ponta. O sexo vira uma comédia.
PALAVRA DA ESPECIALISTA
“Alguns modelos importados podem chegar ao país sem passar pelo nosso controle de qualidade. É preciso verificar isso. De qualquer forma, ser diferente é sedutor”, afirma Jaqueline Brendler.

MANUAL DE USO
Não erre a mão na hora de encapar seu amigo


CHEQUE A QUALIDADE A principal garantia é o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Confira também se o preservativo tem registro na Anvisa e se está dentro da validade.

USE LUBRIFICANTES CORRETOS A vagina, dependendo de inúmeros fatores – desde o estado emocional da mulher ao período de seu ciclo menstrual –, fica mais seca ou mais úmida. Já o ânus dela não é capaz de se “irrigar”. Use, portanto, produtos feitos à base de água ou de silicone. A vaselina e alguns óleos podem estragar a camisinha.

FIQUE ESPERTO COM O SEXO ORAL O dente dela pode provocar um furo na camisinha sem que vocês percebam. Troque o preservativo quando o oral acabar.



53% DOS NOSSOS LEITORES DISSERAM QUE JÁ ACONTECEU DE DISPENSAREM A CAMISINHA DEPOIS DA PRIMEIRA TRANSA NUMA NOITE REGADA A SEXO. É PREOCUPANTE. NÃO DEIXE SUA SAÚDE À DERIVA*.
* PESQUISA REALIZADA COM 1058 LEITORES NO SITE MENSHEALTH.COM. BR ENTRE OS DIAS 3/2 E 19/2

CAMISINHA PASSADA A LIMPO
Nem tudo o que você escuta sobre ela é verdadeiro

Usar duas unidades ao mesmo tempo aumenta a segurança.
MITO O atrito entre elas pode danificar as duas e deixar seu pênis em maus lençóis. Não invente. Para garantir segurança, basta usar uma única camisinha corretamente.

Tem de ser colocada apenas na hora da penetração.
MITO Coloque-a antes, assim que as brincadeiras entre você e sua parceira começarem. Você precisa estar protegido para que seu pênis não entre em contato com secreções do corpo dela (saliva, lubrificação vaginal, mucosa anal).

Com a mesma camisinha, posso migrar com segurança da vagina para o ânus e vice-versa.
MITO Troque-a sempre que mudar de cavidade, a fim de evitar contaminações.

INIMIGOS PÚBLICOS?
A PhD Debby Herbenick, do Instituto Kinsey, entidade americana especializada em sexualidade, ensina você a driblar a aversão à camisinha

O problema: o cheiro estranho.
A SOLUÇÃO: camisinhas de poliuretano, as aromatizadas e os lubrificantes.

O problema: o “quebra-barato” ao colocá-la.
A SOLUÇÃO: falar para sua parceira “vesti-lo” enquanto você a beija e a toca.
O problema: a redução da sensibilidade.

A SOLUÇÃO: as mais finas e as maiores na região da cabeça do pênis.
O problema: todos.

A SOLUÇÃO: experimente diferentes marcas, tamanhos e texturas.

A CAMISINHA MAIS DESCONFORTÁVEL DE TODOS OS TEMPOS APARECEU NO JAPÃO: RÍGIDA, ERA FEITA DE CARAPAÇA DE TARTARUGA. FOI USADA ATÉ O FIM DA IDADE MÉDIA
SEGUNDO ESTUDO DO INSTITUTO KINSEY, AS MULHERES SE SENTEM MAIS PLENAMENTE SATISFEITAS EM SUA VIDA SEXUAL QUANDO TRANSAM COM CAMISINHA. ELAS SE PREOCUPAM MENOS COM AS DSTS E RELAXAM

PRODUÇÃO IMPECÁVEL
A maioria das camisinhas é feita de látex natural, matéria-prima que vem da seringueira. Até o preservativo chegar ao pênis, muita coisa rola:

1 O látex é misturado a substâncias químicas e aquecido para ganhar resistência.
2 O líquido resultante é depositado em moldes de vidro com formato de pênis. Esses moldes vão para um tanque.
3 A camisinha é retirada e vai para o processo de secagem.
4 Começam os testes. Para que seja verificada sua elasticidade, o produto, ainda inacabado, deve suportar 18 litros de ar sem ceder (um exagero, já que dificilmente um homem ejacula mais que 5 mililitros de sêmen).
5 O preservativo é levado para uma estufa a 70 graus centígrados. 6 Por fim, a camisinha – com um eletrodo em seu interior – é mergulhada num tanque com água. Esse condutor recebe uma descarga de 10 volts. Se a corrente elétrica passar para o tanque, fica evidente a existência de um furo.

ROLETA SEXUAL
Aposte suas fichas na camisinha: assim você evita o azar de sair da cama com uma doença venérea. Proteja-se e vire o jogo a seu favor.
Arriscar a sorte pode ser emocionante num cassino em Las Vegas, mas não na cama. É chato ter de lembrar disso na hora H, mas muitas das doenças sexualmente transmissíveis, as DSTs, evoluem em silêncio. Portanto, não tem jeito: conhecer quais são, como agem e usar preservativo é a maneira eficaz de se defender.

HERPES: é uma das DSTs mais disseminadas no Brasil. Transmitida por vírus, se caracteriza pelo surgimento de bolhinhas nos lábios e lesões dolorosas no pênis. É para toda a vida: as feridas voltam sempre que cai a resistência do organismo.
É bom saber: 90% da população brasileira tem o vírus, mas só 40% dos portadores manifestam o problema. Ou seja, a pessoa contaminada pode não apresentar sintomas e mesmo assim ser transmissora. Outro fato relevante: a camisinha não oferece proteção total contra o herpes. “Pode-se pegar pelo contato das lesões com a pele não coberta pelo látex”, alerta Valdir Pinto, do Programa Nacional de DSTs e Aids do Ministério da Saúde.

GONORREIA: transmitida por bactéria, é outro problema bem comum no Brasil, onde afeta mais mulheres na faixa dos 20 anos. Os homens a sentem inicialmente como um leve formigamento na uretra, mas ela começa a incomodar de verdade quando surgem intenso ardor ao urinar e uma secreção amarelada que mancha a cueca. A gonorreia não tratada pode evoluir para a epididimite – uma doença dolorosa dos testículos – e causar infertilidade.
É bom saber: dois a três dias depois de se manifestar, os sintomas da gonorreia podem desaparecer. Aí mora o perigo. “O cara acha que está curado, não procura o médico e se complica no futuro”, diz Valdir Pinto.

HPV – PAPILOMAVÍRUS HUMANO: nesse caso, temos mais sorte do que as mulheres: em nós, as verrugas se manifestam explicitamente na região genital, enquanto nelas podem avançar pelos genitais até o colo do útero. É por isso que a maioria das mulheres que portam um dos inúmeros tipos desse vírus (grandes causadores do câncer do colo do útero) não tem a mínima ideia de sua contaminação.
É bom saber: o vírus pode ser transmitido por sexo oral. Se um dos parceiros for infectado, ambos precisam de tratamento.

CLAMÍDIA: uma leve dor na uretra e a presença de secreção na cueca são avisos da contaminação pela bactéria Chlamydia trachomatis. “Não é um problema grave, mas no homem, se não for detectado e tratado, pode causar infertilidade”, afirma Valdir Pinto.
É bom saber: 75% da população feminina (e metade da masculina) com clamídia não apresenta sintomas e nunca procura tratamento.

SÍFILIS: até a descoberta da penicilina, nos anos 40, a simples menção à doença (então fatal) provocava calafrios. Causada por bactéria, sua fase inicial é assinalada pela presença de uma única lesão genital, avermelhada e de bordas duras – nem sempre dolorida, porém –, conhecida como cancro duro. Se não for medicada a tempo, evolui para problemas cardíacos, hepáticos e neurológicos.
É bom saber: o cancro duro é facilmente percebido no homem, mas na mulher pode se esconder na parte interna da vagina. “No prazo de uma semana, a ferida costuma desaparecer, levando a pessoa a crer que está curada, mas a doença continua ativa no organismo”, explica a educadora sexual Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan de Sexualidade, em São Paulo.

AIDS (SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA): o Brasil tem 600 mil portadores do vírus HIV, e outros 382 mil homens e mulheres se encontram nos primeiros estágios da doença. “Portanto, muita gente a transmite sem saber”, lembra o médico Valdir Pinto. Os primeiros sintomas do mal, que leva à progressiva perda da imunidade, podem surgir num prazo de semanas ou meses após o contágio: os mais comuns são febre persistente, calafrios, dores musculares, ínguas e manchas na pele. Só para lembrar: está 100% provado que não se pega a doença por beijo, suor, uso de banheiros públicos, alicates de unha, lâminas de barbear ou picadas de mosquitos. Só por meio de penetração vaginal ou anal sem camisinha, compartilhamento de agulhas ou contato com sangue infectado. E o sexo oral? Há controvérsias, mas aí as chances de contaminação são consideradas bem menores, se não insignificantes.
É bom saber: o exame de sangue específico para o diagnóstico detecta a presença do vírus cerca de 20 dias após o contágio. Hoje, apesar de o coquetel antiaids prolongar quase indefinidamente a vida dos HIV-positivos, a descoberta da tão sonhada vacina ainda não passa de esperança. “Por enquanto, usar camisinha é a única maneira de driblar a aids”, reforça Maria Helena Vilela.

HEPATITE B: a infecção pelo vírus HBV começa como uma inflamação no fígado e costuma evoluir para cirrose e câncer de fígado. Os primeiros sintomas – febre, náusea, dor nas articulações, mal-estar – podem demorar de um a quatro meses. Em muitos casos, surgem icterícia (coloração amarelada da pele) e colúria (escurecimento da urina). A hepatite pode ser assintomática: o portador do vírus pode demorar anos para apresentar algum sinal da doença ou nunca tê-los.
É bom saber: primeiro, a notícia ruim. O contágio ocorre também por meio de outros fluidos corporais, como sangue e saliva – portanto, um simples beijo traz risco. Agora, a boa: a vacinação anti-hepatite desde 2001 faz parte do calendário do Ministério da Saúde e a vacina oferece proteção pela vida inteira.

TRICOMONÍASE: essa infecção por protozoário afeta principalmente as mulheres. Nós, homens, quase nunca apresentamos sintomas, que, se ocorrem, são bem discretos: irritação ao urinar e corrimento pela uretra, quase sempre pela manhã. Dificilmente a contaminação evolui para quadros mais graves.
É bom saber: se o problema for detectado em sua parceira, você também deve ser tratado para evitar, assim, o risco de recontaminação.

UM ALERTA FINAL: “Sempre que perceber alguma lesão estranha no pênis, procure imediatamente um urologista. Faça também check-ups e exames de sangue periódicos, a fim de se prevenir”, aconselha a educadora sexual Maria Helena Vilela. Outro cuidado: álcool e drogas podem prejudicar seu discernimento na hora de ir para a cama. Não dê chance ao azar.

SEU AMIGÃO NA ESTICA!
Camisinha sem látex, mais fina, que esquenta, que esfria... Aí estão


PRESERV EXTRA PREMIUM: não é de látex, mas de poliuretano. “O material é hipoalergênico”, diz Luciane Scattone, dermatologista de São paulo. A camisinha ainda tem menor espessura (0,02 mm) que a maioria (de 0,06 a 0,09 mm). Dá mais sensibilidade a seu amigão – sem deixar de ser resistente.
Aproximadamente 20 REAIS, caixa com quatro.

PRUDENCE FIRE: esquenta quando o pênis é friccionado. “Unir estímulo físico ao sensorial duplica o prazer”, explica Amaury Mendes Jr., ginecologista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ).
Aproximadamente 3 REAIS, pacote com três unidades.

PRUDENCE ICE: tem cooling jelly, substância que dá sensação de refrescância. “O estímulo aumenta”, diz Amaury.
Aproximadamente 3 REAIS, pacote com três unidades.

Fonte: Revista Men´s Health