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Rondonópolis/MT,

15 grandes clássicos do cinema dirigidos por mulheres

O cinema às vezes é um ambiente tão masculino que nos acostumamos a pensar nos diretores como “eles”, exceto quando o gênero da cineasta vira notícia. Duvida? Pense bem: quantos filmes você consegue lembrar que foram dirigidos por mulheres? O mais provável é que você conheça vários e nem saiba.

Para celebrar essas profissionais que vivem quase invisíveis atrás das câmeras, e para celebrar o Dia Internacional da Mulher, selecionamos 15 filmes inesquecíveis dirigidos por mulheres. Confira:

As Patricinhas de Beverly Hills (1995) - Amy Heckerling
Sabe aquele filme que você adorava na adolescência? Pois é, foi dirigido por uma mulher, como vários outros sucessos dos anos 90. Amy Heckerling ainda foi responsável por “Olha Quem Está Falando” e “Olha Quem Está Falando Agora”, além de comandar episódios das séries “Gossip Girl” e “Suburgatory”. 

Bicho de Sete Cabeças (2001) - Laís Bodanzky
Bodanzky é uma das cineastas mais engajadas no mercado nacional: além de ter dirigido o premiadíssimo “Bicho de Sete Cabeças”, com Rodrigo Santoro, ela conduz o projeto Cine Tela, levando o cinema itinerante às cidades que não possuem salas de exibição.

Do Que as Mulheres Gostam (2000)- Nancy Meyers
Outro filme que com certeza marcou época foi a comédia “Do Que As Mulheres Gostam”, sobre um homem que passa a ouvir os pensamentos de todas as mulheres à sua volta. É claro que a diretora só poderia ser uma delas, para conhecer esses pensamentos, não é? Meyers ainda dirigiu “Alguém Tem Que Ceder”, “O Amor Não Tira Férias” e “Operação Cupido”.

Educação (2009) - Lone Scherfig
Indicado a três Oscars, “Educação” foi um dos filmes mais comentados de seu ano, mostrando na tela a relação de interesse e curiosidade entre uma adolescente e um homem mais velho, nos anos 60. Lone Scherfig captou perfeitamente os conflitos da protagonista.

Encontros e Desencontros (2003) - Sofia Coppola
Qualquer filme de Coppola poderia figurar nesta lista, mas “Encontros e Desencontros” é, provavelmente, o mais amado pelos fãs. Numa viagem ao Japão, Bill Murray e Scarlett Johansson se conhecem e dividem suas noites de insônia num hotel de luxo.

Guerra Ao Terror (2008) - Kathryn Bigelow
Kathryn Bigelow não foi apenas a primeira mulher a ganhar o Oscar de Melhor Direção, mas foi a única até hoje. O longa que lhe rendeu o prêmio (também eleito o Melhor Filme) foi “Guerra ao Terror”, sobre um esquadrão anti-bombas na Guerra do Iraque.

Minhas mães e meu pai (2010) - Lisa Cholodenko
Conhecida, também, por seu trabalho com a série de TV Olive Kitteridge, Lisa Cholodenko abordou de forma natural a questão da homossexualidade na família moderna em “Minhas Mães e Meu Pai”. No filme, Julianne Moore e Annete Bening formam um casal com dois filhos, que decidem se reaproximar do pai biológico.

O Cemitério Maldito (1989) - Mary Lambert
É difícil imaginar uma mulher dirigindo um filme de terror, com todos os elementos grotescos que formam o gênero, mas Mary Lambert mostrou que é possível. Além da adaptação do livro de Stephen King, a cineasta também participou da série “Contos da Cripta” e dirigiu diversos outros filmes do gênero para a TV.

O Garoto de Liverpool (2009) - Sam Taylor-Johnson
Antes de “Cinquenta Tons de Cinza”, Sam Taylor-Johnson dirigiu “O Garoto de Liverpool”. O filme resgata a juventude de John Lennon (Aaron Taylor-Johnson, que se tornaria marido da diretora) e aborda especialmente a relação conturbada do músico com a mãe.

O Piano (1993) - Jane Campion
O filme mais famoso de Jane Campion venceu três Oscars e conquistou uma legião de fãs adultas na época do lançamento. O longa conta a história de uma mulher muda que se muda com a filha para a Nova Zelândia para um casamento arranjado, mas acaba se envolvendo com outro homem local.

O Sonho de Wadjda (2012) - Haifaa al-Mansour
Primeiro filme dirigido por uma mulher na Arábia Saudita, “O Sonho de Wadjda” não merece seu lugar na lista apenas pela importância histórica, mas pela graça e sensibilidade de sua história. Wadjda é uma criança árabe criada entre a rigidez de sua cultura e as tentações da cultura pop internacional. Seu maior sonho, que não pode realizar simplesmente por ser menina, é ter uma bicicleta.

Os Batutinhas (1994) - Penelope Spheeris
Você sabia que o clássico infantil mais amado dos anos 90 teve uma diretora? Pois é: a disputa entre o clube dos meninos e o clube das meninas foi captada pelas lentes de Penelope Spheeris, que ainda dirigiu a comédia “Quanto Mais Idiota Melhor”. Por essa você não esperava, não é?

Quero Ser Grande (1988) - Penny Marshall
Vamos falar de filmes amados? ”Quero Ser Grande” é uma obra eterna, que captou toda a ousadia ingênua do pensamento adolescente, registrou uma época e conseguiu tocar todo o tipo de espectador. Homens ou mulheres, crianças ou adultos.

Selma (2014) - Ava Duvernay
Mulher e negra, Ava Duvernay também é uma cineasta de olhar aguçado. No filme que concorreu na categoria principal do Oscar e levou a estatueta de Melhor Canção, ela mostra um período da trajetória de Martin Luther King e denuncia a violência contra os negros norte-americanos na luta por seus direitos. As imagens chocam e fazem pensar.

Tomboy (2011) - Céline Sciamma
Para completar esta lista, escolhemos o polêmico drama infantil “Tomboy” de Céline Sciamma. No filme, uma menina aproveita a mudança de casa para se apresentar para seus novos amigos como um menino, e passa a viver entre os dois gêneros.



Fonte: Guiadasemana por Juliana Varella redatora