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Rondonópolis/MT,

God of War: uma década de muita violência

Quando foi lançado, God of War surpreendeu todo mundo pela qualidade e pela brutalidade. Os jogadores foram presentados com um game épico em que o protagonista tinha como objetivo derrotar um deus do Olimpo. Mal sabiam eles o que estava por vir…

Já faz uma década desde que o primeiro título estrelado pelo boladão Kratos foi lançado. De lá para cá, foram sete jogos e três coleções reunindo alguns deles — todos fantásticos e um prato cheio para quem é fã de games de ação, pancadaria e mitologia grega.

God of War ganhou status de clássico muito rapidamente. Pouco tempo após seu lançamento, o jogo já era apontado como um dos melhores títulos de ação, inclusive novamente levando os holofotes para o gênero hack’n’slash, herdeiro dosbeat’em ups dos anos 80 e 90. Em ambos, o objetivo é sentar a mão em todo mundo que aparece na tela, derrotar o chefão e matar a sede por sangue.

Só que God of War levou essa história de sede por sangue ao pé da letra. Desde o começo a série manteve a brutalidade e a sanguinolência como uma de suas principais características.

Soldados humanos? Esmagados. Centauros? Desmembrados. Deuses mitológicos? Decapitados. E tudo graficamente retratado na telinha, com ossinhos e órgãos sendo espalhados por toda a Grécia Antiga.

Essa brutalidade toda converge com o tema da série: vingança, justamente o combustível do protagonista para sua saga, digamos, um pouco violenta. Ele, aliás, tornou-se um dos mais conhecidos personagens dos games, além de um dos mais brutais (provavelmente o motivo pelo qual é tão amado pelos jogadores).

E por que Kratos e seus games são tão aplaudidos por crítica e público? Bom, o sujeito mata deuses, titãs e personalidades mitológicas. Mas assim, mata mesmo, a sangue frio, sem dó nem piedade.
Numa conta rápida, mais de 20 criaturas foram assassinadas pelo guerreiro que, como o próprio nome da série sugere, se torna o Deus da Guerra. Pela sua mão morrem: Gaia, titã-deusa da terra; Cronos, titã-deus do tempo; Perses, titã-deus da destruição; Zeus, o capo do Olimpo, e sua esposa Hera, deusa das mulheres e do casamento; Hefesto, Helios, Hermes, Hércules, Hades, Poseidon, Perseu, Teseu e o próprio deus da guerra original, Ares, só para citar alguns. O total de vítimas do branquelo é um número de 15 dígitos e totalmente impronunciável. Sobraram pouquíssimas divindades, entre elas Afrodite, que ele também não perdoa e interage de uma forma, digamos, mais amorosa.




“Mas pra que matar todo mundo? Que cara violento…”. É, ele é um pouco violento sim. Mas é aceitável para alguém que foi traído e enganado por esses mesmo deuses e titãs uma porrada de vezes. Como dissemos, o que ele procura é vingança. Primeiro, contra Ares, que fez ele matar a própria família. Depois, contra Zeus, seu próprio pai, que tinha medo de ser assassinado pelo filho (e depois foi mesmo assim). Então, contra os titãs, que usaram e abusaram dele na guerra contra o Olimpo e, depois, o “demitiram”.


Enfim, toda a mitologia grega seria muito mais legal pela releitura de God of War. Mas o que de fato interessa: relembrar um pouco cada game da série. O primeiro, de 2005, é a busca de Kratos pela vingança contra Ares. Em God of War II (2007), Zeus dá de traíra e manda Kratos para o submundo, mas ele volta cheio de sangue no olho e começa a guerra entre titãs e deuses. Mas é em God of War III, de 2010, que o bicho começa a pegar mesmo e quando essa batalha atinge seu ápice, com o protagonista mandando todo mundo para o além.

Dois games se passam antes disso tudo, God of War: Chains of Olympus (2008) e God of War: Ascension (2013), o mais recente deles, que mostram as origens de Kratos. No meio da saga há os eventos de God of War: Ghost of Sparta (2011) e God of War: Betrayal (2007), para celulares e o único lançado para uma plataforma que não seja da marca PlayStation.

Além desses sete games, Kratos ainda faz duas aparições bem especiais. A primeira é de 2009, em Soulcalibur: Broken Destiny, onde aparece como “personagem convidado”. A segunda, de 2011, é também em um jogo de luta, mas mais famoso –Mortal Kombat 9, com direito a fatality e tudo. Ou seja, são dez anos destruindo a mitologia grega e causando nos jogos dos outros. Boa, Kratos! É disso que o povo gosta! Para encerrar, confira as cinco batalhas mais legais da série God of War, considerando o tamanho e a posição hierárquica do inimigo no Olimpo.

Kratos x Zeus (God of War III)

Essa luta acontece também no início de God of War II, mas é no terceiro jogo que ela acontece até o fim, e o chefão do Olimpo, pai de Kratos, se dá mau. Mas só depois de muita resistência. É a luta final da saga e, em termos hierárquicos, o maior inimigo derrotado pelo protagonista – e de quebra ele ainda leva Gaia junto. Depois disso, a era do Olimpo termina, e a história da série também.

Kratos x Cronos (Godo f War III)

A principal luta contra um titã na série – e o maior inimigo que Kratos derrota. O personagem percorre os braços, e pernas de Cronos abrindo feridas no corpo do gigante, até ser engolido. Kratos abre Cronos de dentro para fora, fazendo seus órgãos vazarem, e depois termina o serviço sem piedade. Deus perdoa, Kratos não. Nem deuses, nem titãs.

Kratos x Poseidon (God of War III)

O deus dos mares é o primeiro a ser riscado da lista em God of War III. A batalha é absolutamente fantástica – acontece em cima de Gaia e dá uma ideia da escala do jogo. Tudo o que Kratos enfrenta é gigante e logo a primeira luta já o coloca frente a frente com um deus do Olimpo. E dá uma ideia do quão brutal a série se tornou – dá uma olhada nos requintes de crueldade do espartano.

Kratos x Hidra (God of War)

Na mitologia grega, Hércules mata a Hidra em um dos seus 12 trabalhos. Em God of War, a serpente gigante multi-cabeças é empalada por Kratos no mastro de um navio. É o primeiro chefe de toda a série e já mostra o quão violento o negócio seria dali para frente. Um belo cartão de visitas para o jogador.

Fonte: VIP por João Coscelli