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Rondonópolis/MT,

Projetos arquitetônicos pensados para o futuro do planeta

Hoje focamos num problema importante do mundo moderno: a habitação. O aumento populacional e o crescimento das cidades precisa ser sustentável e é aí que entra o papel decisivo da arquitetura contemporânea.
Até 2050, estima-se que haverá 10 bilhões de pessoas vivendo na Terra. Não é por outra razão que arquitetos, engenheiros e urbanistas de várias partes do mundo estão quebrando a cabeça para desenvolver soluções que propiciem o uso mais inteligente do espaço e que também sejam mais sustentáveis. Utopias ou projetos factíveis? Confira o que há de mais vanguardista no mercado e tire suas próprias conclusões:

1) California Roll House
A casa, que se assemelha a um rolo de sushi gigante, foi projetada para um cenário desértico, com o seu exterior construído com uma estrutura de plástico reforçado e treliças de fibra de carbono, que refletem o calor do sol e garantem eficiência energética. Com vidros em todas as extremidades, a questão da privacidade é resolvida eletronicamente por meio do bloqueio da entrada de luz no ambiente desejado. Graças a sua estrutura modular, a casa pode ser rapidamente desmontada e reerguida em outro terreno inóspito;


2) Pasona
Em Chiyoda-ku, um distrito no centro de Tóquio, no Japão, um prédio chama a atenção em um movimentado cruzamento: das janelas, brotam galhos e folhagens em direção à rua. Quem entra no edifício, pertencente à Pasona, uma agência de empregos, precisa dar apenas alguns passos para alcançar a sala de cultivo hidropônico de verduras e o arrozal. Pois é, há uma fazenda na sede da empresa. Em todo o prédio, a empresa consegue uma produção de 250 pés de alface por semana – todos destinados ao refeitório da companhia, no nono andar. Há ainda plantios com terra, distribuídos ao longo dos corredores do edifício. Em uma área para reuniões no segundo andar, por exemplo, funcionários dividem espaço com tomates, mostardas e brotos de soja. O modelo de sucesso vem inspirando arquitetos de vários países a desenvolver outras propostas de ‘fazendas urbanas’.


3) Blob
Dentro desse ‘ovo’ de meros 20m2, acredite, há tudo o que se pode esperar de uma casa ou mesmo de um home office: cozinha, banheiro, cama/sofá e… armários – na verdade, pequenos nichos organizadores. No piso, duas aberturas imperceptíveis guardam a fiação elétrica e o motor que abre a porta. Água e eletricidade são fornecidos através de uma conexão externa. Além disso, para se integrar ainda mais ao meio, o Blob pode ter uma de suas extremidades aberta, formando automaticamente um alpendre para a casa.


4) Earthship
Garrafas, latas e, sobretudo, pneus velhos cheios de terra constituem os materiais de trabalho básicos para que o arquiteto Michael Reynolds erga casas como essa aí da foto. As casas têm um mecanismo de captação de água da chuva (e da neve, quando possível) que torna dispensável a necessidade de obtê-la pelos meios tradicionais. Além disso, o sistema de produção de energia natural, proveniente do sol e dos ventos, facilita o desenvolvimento de hortas tanto no exterior quanto no interior da casa. Tudo é construído com material reaproveitado e reciclável.


5) The Orange Cube
Situado em Lyon, na França, o Orange Cube funciona como um showroom de produtos de design e salas de escritórios. Localizado numa área portuária, faz parte de um projeto de revitalização da região, e sua fachada metálica é toda perfurada  por círculos em diferentes tamanhos, articulados ao longo da estrutura de concreto, que permitem a entrada livre da luz solar e de ventilação. O showroom (de pé-direito duplo) fica no térreo, onde foram colocados septos brancos irregulares e perfurados por polígonos, onde os itens são dispostos; já os escritórios estão distribuídos nos 6 andares superiores, tendo ainda no topo um terraço jardim com áreas de estar.


6) The Dynamic D*Haus
Essa casa em formato de origami muda de estrutura para se ajustar ao estado do tempo e às estações do ano. De repente, a sala de estar pode se tornar jardim, o escritório pode não estar mais no mesmo lugar e as janelas podem se transformar em portas. Tudo isso depende do estado do tempo e é conseguido através de trilhos, que fazem com que as divisórias se movam.


7) Very Large Structure
Essa não é a proposta de uma casa, mas de uma cidade nômade. Segundo o seu criador, as pessoas se dispersam e saem de suas cidades de origem quando os recursos ficam escassos.“Este local poderia, portanto, se mover em busca de um melhor ecossistema, por exemplo, enquanto o espaço de origem é restaurado”. Casas e edifícios seriam construídos sobre uma estrutura metálica movida por gigantescas esteiras semelhantes a de tratores. O projeto é composto por três níveis em tamanhos diferentes: o menor tem a função de armazenamento; o médio é reservado para eliminar resíduos, acomodar ar condicionado, entre outras funções mecânicas necessárias; e no nível maior está o espaço onde é possível construir e testar novas estruturas arquitetônicas;


8) Makoko Floating School
70% da superfície da Terra é coberta por água, então, por que limitar a nossa busca por uma residência ao restante do mundo? Makoko, um bairro pobre na periferia de Lagos, na Nigéria, já está envolvida em um projeto que está criando escolas em formato de A sobre palafitas. As estruturas repousam sobre uma base de barris típicos de plástico e possuem painéis solares, sistemas de captação de água e bombas compressoras que agregam capacidade de flutuação quando são detectados movimentos abaixo da superfície. A segunda fase do projeto contemplará a construção de casas individuais que seguem o mesmo padrão estético das escolas.


9) Lilypa
A criação do belga Vincent Callebaut propõe uma vila flutuante completamente autossuficiente para 50 mil pessoas. Com o formato de uma vitória régia, a vila seria fabricada com fibras de poliéster, cobertas por camadas de dióxido de titânio e teria sistemas computadorizados capazes de controlar a produção de energia e dessalinização da água. A energia utilizada seria fornecida por placas de captação de raios solares, turbinas eólicas e usinas movidas pelo movimento das ondas do mar e um lago projetado no centro da ilha serviria para capturar, armazenar e purificar a água da chuva. O conjunto também seria coberto por um extrato de plantas alojadas em jardins suspensos e montanhas artificiais.


10) CityHome

Produto do Media Lab do MIT, CityHome é o que se pode chamar de fato de uma casa-camaleônica. A ideia é maximizar o espaço em ambientes apertados. Moradias de 15m x 15m podem, por exemplo, receber 10 pessoas para um jantar, acomodar quatro para dormir e ainda virar logo pela manhã dois escritórios separados com direito a sala de reuniões, graças a um sistema de paredes que se deslocam e que integra móveis e eletrodomésticos. Detalhe: se não estivermos já voando em nossos próprios carros até lá, poderemos fazer uso do CityCar elétrico que se dobra ao estacionar para ocupar menos de um terço do espaço de um estacionamento normal.

11) Push Button House
A casa contêiner de Adam Kalkin abre com o pressionar de um botão. A estrutura aberta contém até seis salas. Em uma parede há uma cama de casal e um banheiro com banheira; no centro está localizada a cozinha e a mesa de jantar; e para completar, as portas são revestidas com uma biblioteca repleta de livros. Foi feito um protótipo para a marca italiana de café illy, que fez do contêiner, uma pop up store, com direito a barista e tudo.


12) Vila Vals
A residência planejada pelo arquiteto holandês Bjarne Mastenbroek em plenos alpes suíços literalmente se integra à paisagem. A casa de quatro quartos que abriga até 12 pessoas está encravada em uma encosta e só pode ser acessada por meio de um túnel subterrâneo de concreto. A casa possui isolamento térmico e utiliza apenas energia hidrelétrica gerada por um reservatório próximo.



O maior projeto de um arranha-céu em movimento no mundo está sendo construído em Dubai (Emirados Árabes), em seguida, outro será erguido em Moscou (Rússia) – vale dizer que Curitiba, no Paraná, é a primeira cidade com um prédio giratório do mundo. No Dynamic Towers de Dubai, o movimento giratório de cada andar ocorrerá de forma independente e será controlado por voz. Setenta e nove turbinas eólicas produzirão energia entre os andares giratórios. Ele terá 80 andares e 420 m de altura.

14) Lift House
As casas de bambu flutuantes foram criadas para auxiliar famílias de baixa renda que vivem na cidade de Dhaka, em Bangladesh. A casa flutua por conta de duas técnicas: uma fundação de ferro-cimento oca e uma fundação com armação de bambu cheio de garrafas pets usadas, garantindo estabilidade na estrutura que permanece estática no eixo vertical. Além disso, essas duas fundações são responsáveis por captar e filtrar a água da chuva, que é armazenada e pode ser usada o ano todo.

Por fim, esse hotel flutuante na Tanzânia oferece quartos submersos. Completamente ladeados por janelas, os cômodos quatro metros embaixo do mar fazem parecer que o hóspede está convivendo diretamente com a rica fauna marinha ao redor. Quanto tempo mais antes de convertermos mais áreas subaquáticas em centros residenciais?


Fonte: Hypeness por Paulo Moura