Rondonópolis/MT,

Tecnologias perigosas que poderiam significar o fim do mundo

 “O homem é o lobo do homem”, já dizia o filósofo inglês Thomas Hobbes. A célebre frase, uma das mais famosas da teoria política do Realismo, não cabe apenas ao século XVIII, quando viveu o pensador: hoje mesmo é possível aplicar o pensamento de que somos os nossos maiores inimigos.
Em vez de catástrofes como a queda de um asteroide ou misteriosas datas para o fim do mundo, é fácil acreditar que a raça humana pode colocar um ponto final em si mesma.

Exemplos em nossa trajetória não faltam desde guerras travadas até invenções que nunca deveriam ter sido divulgadas. O Entre Coisas selecionou abaixo algumas tecnologias mortais que nunca deveriam existir e espera que nenhuma delas seja o motivo de nosso fim.

Viagem no tempo
A viagem no tempo parece ser o sonho de grande parte das pessoas, mas seria extremamente perigoso. Vários filmes de ficção científica já dão uma ideia de todas as preocupações que envolvem uma a viagem no tempo. Uma delas é o intercâmbio cultural e tecnológico entre civilizações diferentes que provavelmente não acabaria bem.
Foto: Reprodução

Armas feitas com nanotecnologia
Nada poderia acabar com nosso mundo mais rápido do que uma arma produzida com a ajuda da nanotecnologia. A ameaça resulta de duas forças extremamente poderosas desta tecnologia: a autorreplicação e o crescimento exponencial, ambos sem nenhum tipo de controle.
Um governo ou um indivíduo "do mal" poderia projetar máquinas microscópicas. Elas poderiam, por exemplo, consumir recursos críticos do nosso planeta enquanto se replicam e deixam para trás produtos inúteis no lugar. Entre as armas horríveis que poderiam ser criadas estão uma espécie de poeira cinza que apagaria toda a luz solar, um plâncton cinza que consumiria toda a ecologia rica em carbono terrestre e assassinos de biomassa que atacariam vários organismos.
Foto: Reprodução/Flickr/Gisela Giardino

Máquinas conscientes
A possibilidade de um dia criarmos máquinas com consciência artificial é geralmente bem aceita, mas seria mesmo tão legal quanto parece? Construir um cérebro funcional dentro de um computador pode ser bem cruel e isso vale para emulações de humanos e de animais.
O futurista Louie Helm argumenta que seria "imoral" programar um computador consciente que seria forçado a trabalhar para você. Ele afirma que isso seria algo semelhante a "escravidão".
Foto: Divulgação

Superinteligência artificial
O cientista Stephen Hawking declarou este ano que a inteligência artificial poderia ser um dos piores erros na história. Uma inteligência superior à humana poderia ser catastrófica. A introdução de sistemas mais rápidos e mais inteligentes que nós nos tiraria do controle. Estaríamos a mercê de qualquer coisa que superinteligência artificial decidisse fazer. Também é bem improvável que sejamos capazes de criar máquinas amigáveis para evitar isso.
Foto: Divulgação

Dispositivos para ler a mente
A possibilidade de existir máquinas que possam ler os pensamentos e as memórias de uma pessoa à distância sem que ela saiba é assustadora, mas, felizmente, é impossível até que os cérebros humanos sejam mais intimamente ligados à web e outros canais de comunicação.
Em 2013, um estudo na Holanda usou um escaneamento de dados no cérebro e algorítimos de computador para determinar quais cartas uma pessoa estava olhando. O avanço insinuou a possibilidade de reconstruir os pensamentos humanos em um nível de detalhes incrível, incluindo o que vemos, pensamos e lembramos. Imagine isso sendo usado por algum regime totalitário? Existiriam leis para "crimes de pensamento" e nossa vida seria insuportável!
Foto: Getty Images

Dispositivos para hackear o cérebro
Imagine se "hackers cerebrais" pudessem entrar em nossas mentes e alterar o que quisessem, arrancando memórias e outros conhecimentos importantes? Se nosso cérebro passar a se integrar à internet é bem provável que não sejamos capazes de desenvolver firewalls cognitivos eficazes. Ficaríamos expostos à web e todos os seus males.
Recentemente, uma equipe internacional de neurocientistas montou uma experiência que permitiu aos participantes se envolver em uma comunicação cérebro-cérebro por meio da internet. Parece emocionante, mas este tipo de telepatia pode trazer milhares de problemas.
Foto: AFP

Robôs autônomos projetados para matar seres humanos
Bom, os motivos para que esta tecnologia não exista são meio óbvios, mas potenciais máquinas assassinas autônomas talvez sejam uma das poucas tecnologias indesejáveis que já são um problema atualmente.
O futurista Michael La Torra disse que não é necessário que a máquina tenha uma inteligência no nível dos humanos para ter recursos letais. A construção de veículos militares robotizados de todos os tipos já é possível. Robôs tanques, aviões, navios, submarinos e soldados de forma humanoide já podem ser criados.
Foto: Reprodução/YouTube/The Verge

Patógenos usados como arma
Publicar genomas de vírus mortais para que todo mundo veja é uma receita para a destruição e, por isso, é extremamente desencorajado. Há sempre a possibilidade de uma mente maligna ou um grupo fanático usar esta informação para construir um vírus do zero ou modificá-lo para torná-lo ainda mais perigoso e liberá-lo para o mundo usando-o como uma arma.
Foto: AFP

Prisões e punições virtuais
E se fosse possível fazer um upload das mentes dos criminosos? Quando um réu cometesse um crime e a Justiça considerasse que os 30 anos máximos de prisão não são suficientes, poderiam condená-lo, por exemplo, a uma pena de 1.000 anos. Isso seria possível com o upload da mente, com ele, computadores seriam usados para acelerar a mente de um criminoso a uma supervelocidade, permitindo que ele cumprisse uma pena de 1.000 anos em apenas 8h30, por exemplo. Imagine prestar um milênio de trabalho duro em um exílio virtual!
Foto: AP Photo/Eric Risberg

Engenharia do paraíso (ou do inferno)
Alguns futuristas chamam atenção para a possibilidade de a engenharia criar o paraíso na Terra com o uso de tecnologias como upload da consciência e realidade virtual. Mas, se é possível criar o céu, também dá para criar o inferno. Imagine um mundo em que a expectativa de vida não é definida, junto com as possibilidades quase ilimitadas de angústia psicológica e física.
Foto: Reprodução/weather.com