Rondonópolis/MT,

10 comédias nacionais que fogem do padrão do cinema comercial brasileiro

Comédia nacional é um caso de amor e ódio: nas bilheterias, o sucesso é absoluto, mas muita gente prefere passar bem longe de qualquer lançamento do gênero. O motivo é que, muitas vezes, o que faz sucesso nos cinemas são filmes que apostam num humor pastelão com um pé nos esquetes televisivos, com piadas apelativas e pouca ou nenhuma história para contar. Mas nem todas as comédias brasileiras são assim.

10 filmes nacionais para quem não gosta de comédia nacional da comédia romântica ao humor negro:

 Lisbela e O Prisioneiro (2003)
Inspirada na peça de Osman Lins, a comédia romântica tem um tom de fantasia literária nordestina e conta a história de uma moça sonhadora (Débora Falabella) e apaixonada por cinema, que imagina que viverá um grande amor como os de Hollywood. Apesar de já estar noiva, ela se envolve com um malandro (Selton Mello) que chega à cidade e dá vida à sua imaginação.

O Casamento de Romeu e Julieta (2005)
Julieta (Luana Piovani) vive numa família palmeirense e, antes mesmo de nascer, já era filiada ao clube. Quando ela se apaixona por Romeu (Marco Ricca), um corinthiano roxo, ele finge torcer para o time rival, tanto para conquistá-la quanto para sobreviver ao sogro – que jamais permitiria um relacionamento com um alguém que não fosse palmeirense.

O Cheiro do Ralo (2006)
Baseado no livro homônimo de Lorenço Mutarelli, o filme capricha no humor negro e conta a história de Lourenço (Selton Mello), o dono de uma loja que compra objetos usados de pessoas passando por necessidades financeiras. Acostumado a explorá-las friamente, ele começa a ser incomodado por um cheiro que vem do ralo e sua relação com os clientes começa a tomar outro rumo.

Mato Sem Cachorro (2013)
Com Leandra Leal e Bruno Gagliasso, o filme acompanha um casal que se une em torno de um cachorro, que tem uma doença rara que o faz desmaiar repentinamente. Quando os dois inevitavelmente se separam, ela fica com o cão, mas ele arma um plano arriscado para trazê-lo de volta.

Zoom (2015)
Coprodução entre Brasil e Canadá dirigida por um brasileiro, “Zoom” conta três histórias paralelas e interdependentes, uma existindo dentro da outra. Na primeira, uma garota (Alison Pill) trabalha numa fábrica de bonecas infláveis e desenha uma história em quadrinhos para aliviar suas frustrações. Na outra, estilizada com animação, um diretor de cinema (Gael García Bernal) lida com as pressões e as interferências sobre seu novo filme. Já na última, uma modelo de carreira internacional (Mariana Ximenes) decide escrever seu primeiro livro e, para isso, retorna à sua cidade-natal, no nordeste do Brasil.

Ponte Aérea (2015)
Amanda (Letícia Colin) e Bruno (Caio Blat) se conhecem num hotel, quando um voo do Rio para São Paulo é desviado os passageiros, obrigados a passarem a noite em Belo Horizonte. Ele é carioca, ela é paulistana. Depois do primeiro contato, os dois se reencontram diversas vezes e acabam desenvolvendo um relacionamento à distância, que coloca à prova suas prioridades e seus preconceitos.

De Onde Eu Te Vejo (2016)
Ana (Denise Fraga) e Fábio (Domingos Montagner) vivem juntos há 20 anos e têm uma filha prestes a entrar na faculdade, mas decidem se separar. Como eles já eram donos de um apartamento no prédio vizinho, é para lá que ele se muda – com as janelas de frente para as dela. Afastados, mas ainda muito próximos, os dois repensam suas vidas individuais e seu casamento, descobrindo coisas sobre si mesmos e sobre o outro que haviam deixado de enxergar.

O Shaolin do Sertão (2016)
Aluízio Li (Edmilson Filho) sempre foi apaixonado por artes marciais, mesmo vivendo numa cidadezinha no interior do Ceará. Quando um lutador de vale-tudo anuncia que passará por sua terra desafiando os mais valentes, ele decide defender a honra da cidade. Para se preparar, Li viaja pelo sertão para treinar com um homem misterioso (Falcão) que diz ter sido um grande mestre do kung fu.

O Roubo da Taça (2016)
Inspirado pelo caso real do roubo da taça Jules Rimet em 1983, o filme acompanha Peralta (Paulo Tiefenthaler), um corretor de seguros que, para resolver seus problemas financeiros, traça um plano maluco para roubar a réplica da taça da Copa do Mundo de 1970 – mas acaba levando a original.

TOC: Transtornada, Obsessiva, Compulsiva (2017)
Kika K. (Tatá Werneck) é uma atriz que está prestes a assinar o contrato para ser a protagonista da próxima novela das 8 e acaba de lançar um livro sobre “1003 maneiras de ser feliz”, que nem precisou escrever. Apesar de tudo isso indicar que ela conquistou seu sonho e alcançou a fama, algo parece errado. Instigada por uma série de sonhos fantásticos e pelo encontro com um peculiar vendedor, ela decide procurar o verdadeiro autor do livro e descobrir o que, afinal, é felicidade.

Fonte: Guiadasemana

Foto: O Cheiro do Ralo (Heitor Dhalia, Brasil, 2006, 112 min) (Foto: Divulgação)